Wednesday, December 24, 2008

Sobre aromas

O uso de perfumes é tão antigo quanto a própria história do homem.

Os antigos, ao fazerem suas fogueiras perceberam que a fumaça subia ao céu e como acreditavam que os deuses também moravam lá , imaginaram que seria um bom modo de
agrada-los.

E com a intenção de agradar aos deuses, passaram a queimar em suas cerimonias, ervas aromáticas, madeiras, o que tivese um odor agradável, e dessa forma provavelmente foi feito o primeiro incenso. Acreditavam que suas orações chegariam mais rápido aos deuses se viajassem assim. E desta forma seus pedidos seriam atendidos.

A origem da palavra "perfume" deriva do latim "Per" (através) e "fumus" (fumo) -indicando claramente que foi, a princípio, exalado por resinas queimadas ao fogo.

O uso de essências aromáticas aparece em relatos bíblicos desde o Velho Testamento. Em sinal de gratidão por ter sido salvo do Dilúvio, Noé teria queimado madeira de cedro e mirra, mesma substância oferecida de presente ao Menino Deus pelos Reis Magos. Conta-se que o Bálsamo da Judéia atraiu o Rei Salomão para a Rainha de Sabá e que a rainha Cleópatra seduziu Marco Antônio atraindo-o para a sua galera cheia de velas perfumadas.

A invenção dos perfumes também é atribuída aos deuses do Olimpo (mitologia grega), que emanavam aroma de ambrosia quando visitavam os mortais, um sinal de sua natureza divina. Em contrapartida, os simples mortais se utilizavam de perfumes para obter a clemência dos deuses.

Foi na Índia e na Arabia que surgiram os primeiros mestres perfumistas. Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas também tinham conhecimentos avançados de higiene e medicina. Eles produziram elixires partindo de plantas e animais com propósitos cosméticos e terapêuticos. O médico Avicena (980-1073) descobriu, por acaso, os princípios básicos da destilação a vapor. O primeiro desodorante apareceu no Egito, feito com mirra, incenso, alecrim e tomilho.

Disto passando pela China, Egito, Pérsia e Índia com a queima do incenso nos altares dos Deuses, os métodos foram aperfeiçoados pelos gregos, romanos e árabes, com a extração dos óleos naturais. No século XIX com os avanços realizados na química orgânica, o perfume e a indústria de essências emergiram como a conhecemos nos dias atuais.

Monday, December 15, 2008

Muita gente afirma que um Sabonete de Glicerina seja VEGAN.

Desculpe, mas vou discordar, glicerina nem sempre é de origem Vegetal (NÃO ANIMAL).
O fato de um sabonete ser feito artesanalmente, não significa também que ele seja vegan, mesmo porque a matéria prima e as praticas de produção é que irão determinar isso. Também ter algum componente vegetal não significa que seja Vegan.
PARA SEU CONHECIMENTO: A glicerina é o subproduto de uma reação química a partir de GORDURAS e de álcalis. A maioria das Glicerinas é de origem animal, ou no mínimo misturada com algum óleo vegetal, porque a gordura animal abunda e é mais barata.
A Glicerina existe em todas as gorduras/óleos, animal ou vegetal, neste planeta. Cada tipo de gordura tem teores que conferem maior hidratação, maior dureza, maior espumação ao subproduto final, a GLICERINA. Com a glicerina que se fazem sabonetes glicerinados, não os industrializados. A glicerina pode ser obtida de qualquer gordura, de bovino, de frango, de suínos, de óleos vegetais, etc.

Detalhes fundamentais : Veja o que ocorre numa glicerina vegetal ou numa de origem animal. No processo de obtenção da Glicerina existe alguns dados importantes como os teores. Compreenda:
• Das gorduras animais a que permite, num sabonete de glicerina, um teor de uma boa limpeza é a do sebo de boi, mas o teor do óleo de babaçu tem 12 vezes mais ainda esse poder que o sebo, e o de coco baiano quase 9 vezes mais q o sebo de boi.
• Das gorduras animais o teor que permite maior dureza (no sabonete) seria a de porco, MAS a glicerina de óleo de babaçu ou palmiste tem mais que o dobro desta capacidade em relação ao do porco.

A gordura animal que permite um teor de melhor espumação dentre as de gordura animal, é a banha de porco, mas a de ríceno tem 130 % mais esse poder e a de babaçu 95% mais q a banha. A gordura de bovino e de frango, muito abundantes por conta dos frigoríficos, é péssima para gerar uma boa glicerina. Até produzem uma glicerina com alguma dureza, mas para espumar precisa de adição de espumante, do tipo Lauril Sulfato, senão, nada de espumar. Esse item, o Lauril está proibido em todos os países da Europa.

Portanto vai aqui questionamento. Para cada um pensar e analisar...
O sabonete feito com a glicerina pode ter por origem óleo/gordura vegetal ou animal.
A gordura animal tem MAIOR oferta e menor preço, a de óleo vegetal tem menor oferta e maior preço. Mas a glicerina animal espuma muito pouco, e muitos fabricantes adicionam agentes químicos (lauril) para dar a espumação. Pergunto: porque uma glicerina que é tida como Vegetal, precisa do LAURIL? SE A GLICERINA É VEGETAL - e vimos acima q a glicerina vegetal, feita com óleos vegetais (mais caros) ESPUMA MAIS.
Porque os fabricantes que almejam lucro, iriam ter o CUSTO a mais, de colocar LAURIL Sulfato (ou Lareth) em seus sabonetes?

Algumas alternativas de resposta:
1) a glicerina pode conter gordura animal (abundante nos frigorificos e espuma pouco) e precisa de Lauril (pra espumar);
2) o químico responsável não tem noção do que faz e dá custo maior para o fabricante – e este que está mais preocupado com a legislação tributaria que afoga o seu negócio, deixa pra lá;
3) O fabricante não está nem ai e o consumidor aceita mentiras que informam q é glicerina vegetal e compra mais por impulso;
4) O fabricante gosta de esbanjar gastando a toa com LAURIL porque acha bonito esse nome.
Eu fico com qualquer uma, menos a Quarta alternativa. Porque até hoje não vi um empresário (vivo no mercado) querer ter um produto com maior custo, à toa.

Veja mais detalhes sobre isso e muito mais sobre NOSSOS SABONETES VEGETAIS de Babaçu em:
http://todaoferta.uol.com.br/MBRAZILLI
http://brazilli.blogspot.com/

Marcio Zilli
(19) 3647-1395 (19) 8192-7507 TIM

Saturday, November 15, 2008

Biodegradavel - importante na preservação

Principalmente da preservação de um dos elementos mais notaveis de nosso planeta:

AGUA!!!!

o que é biodegradável

Qualidade propria das substâncias que, por Processos BIOlógicos NATURAIS, podem ser decompostas por ação de Microorganismos, degradando-se e diminuindo assim seus efeitos na poluição do ambiente.

Um pouco de historia... senta que lá vem a Historia... rsss:

Os detergentes começaram a ser usados a partir da Segunda
Guerra Mundial, quando houve escassez de óleos e gorduras para a fabricação de sabão comum (era assim que se fazia).
[leia texto aqui..... SABÃO DAVA EM ARVORES, e entenda porque chegamos a tanta destruição de florestas nesse planetinha... ]

Detergentes são produtos sintéticos, químicos, resultantes da indústria petro-química.
Não são NATURALMENTE DEGRADAVEIS na agua. Basta lembrar a morte triste do Rio Tietê com aquelas imensas massas de espumas.

o que é espuma bio-degradavel...

Ela é gerada a partir de óleos vegetais saponificados (que passaram por processo natural quimico), e de outras substancias NATURAIS (como ácido cítrico, álcool etílico).

Sendo todos produtos de fontes renováveis, e desse modo, ela não contém tensoativos, nem fosfato e detergentes a base de óleo vindo do mundo petroquimico.

mais dicas enriquecedoras

Diz-se da substância que se decompõe facilmente reintegrando-se à natureza. Dejetos
humanos são biodegradáveis, pois sofrem este processo natural de reintegração.
Muitos produtos industriais não o são, como os plásticos. Indústrias vêm trabalhando para desenvolver produtos biodegradáveis, por exemplo, um tipode plástico biodegradável e produtos de limpeza.

O vinagre, o bicarbonato de sódio e o sumo do limão são três principais ingredientes de
produtos de limpeza naturais, que não deixam resíduos irritantes ou prejudiciais à saúde, como os de cloro, formaldeído e solventes.
De todos, o vinagre é o mais versátil: tira manchas de tecidos, neutraliza odores fortes, remove gordura e limpa azulejos, fogões e panelas. Já tentaram limpar tapete ou tecido com vomito, com escovinha e vinagre puro: SOMEEEEE....
Produtos naturais também podem provocar reações graves, como o sumo do limão sobre a pele, que, sob a incidência da luz solar, causa queimaduras.
O bicarbonato de sódio serve para limpar pias, bidês e vasos sanitários. Também substitui o cloro na remoção de limo. Basta deixá-lo agir por uma hora e depois retirar o limo com uma mistura de suco de limão e sal.

E MAIS...

Em casa, os produtos de limpeza à base de ingredientes naturais (que não sejam sintéticos nem contenham substâncias danosas) são indicados porque não deixam resíduos que agridem a saúde.
Depois de limparem a casa, não sujam rios e outras fontes de água onde o esgoto é
descartado.

Um dos principais poluentes em detergentes e em limpadores multiuso é o fosfato,
que, em excesso, causa a eutrofização da água (crescimento exagerado de organismos, como as algas), causando até a morte de peixes (pelo excesso de algas em decomposição nas águas provocam a diminuição grande de oxigênio).


Saturday, September 09, 2006

Sabões davam em árvores...

O que há em comum entre um sabão e as estepes russas?

E entre uma garrafa de vidro e um arbusto ou árvore? Atualmente nada.

Mas há mais ou menos duzentos anos havia muito em comum.

Tanto a garrafa quanto o sabão são feitos com álcalis. Esse é o nome genérico dos carbonatos e hidróxidos de sódio e de potássio, substâncias essenciais para a fabricação de vidros, sabões e muitos outros produtos.

O material da garrafa, o vidro, é fabricado segundo uma receita que vem do tempo dos egípcios, que consiste basicamente em fundir-se álcali (carbonato de sódio) com areia e cal, junto com alguns aditivos para dar características especiais, como cor, resistência e outras.

Por sua vez, o sabão é feito aquecendo gorduras animais ou óleos vegetais com álcali (hidróxido de sódio) e acrescentando aditivos que dão varias propriedades desejadas.

Para começar a responder às perguntas feitas no começo, damos uma pista: a palavra álcali vem do árabe al kali e significa cinzas, aquilo que sobra depois que vegetais são queimados.
Vamos ainda lembrar que a indústria química como a conhecemos, e que produz coisas como o carbonato de sódio, por exemplo, não existia 250 anos atrás. A única maneira para conseguir as matérias-primas era recorrer à Mãe Natureza.

Nessa época, já começavam a ocorrer profundas mudanças na sociedade européia e em outras partes do mundo. Era a Revolução Industrial. As indústrias de vidro, tecelagem e sabão, e outras, expandem suas operações em uma escala jamais vista, necessitando de cada vez mais matérias-primas. Evidentemente, os álcalis estavam no alto da lista de prioridades.

Como a química nessa época mal tinha se livrado da alquimia e ainda se debatiam teorias e doutrinas estéreis, não havia meios nem conhecimentos para descobrir novas maneiras de produzir a matéria-prima de que se precisava.

A indústria, em suas dores de crescimento, então recorre às fontes tradicionais de álcalis, que até aí eram exploradas em escala pequena. Eram cinzas de plantas costeiras, de árvores e arbustos e de alguns tipos de algas marinhas. Cada vegetal dava uma cinza com características diferentes, como veremos a seguir.

As barrilheiras

Nas costas mediterrâneas da Espanha e da França, Portugal, ilha de Madeira, Marrocos e em outros lugares vivem plantas que absorvem sódio dos solos salinos, acumulando-o em seus tecidos. Essas plantas, quando queimadas, dão cinzas ricas em carbonato de sódio. É o caso da barrilheira, de nome científico Salsola kali.


Essas plantas eram chamadas de sodanum, em latim medieval, e de barrilla, em espanhol. Essas expressões passaram a denotar as cinzas da planta e são usadas até hoje. No Brasil o carbonato de sódio é conhecido como barrilha. Nos países de língua inglesa, é conhecido como soda ash, ou cinza de soda.

A produção de barrilha na Espanha era como uma atividade agrícola, pois todo ano as plantas eram semeadas, cultivadas e colhidas. As plantas secas ao sol eram queimadas em buracos no chão ao longo de vários dias. No fim da queima, o material nos buracos era removido e vendido na forma de blocos. Eram necessários cerca de 4 kg de planta seca para se obter 1 kg de barrilha. Esta atividade se estendeu desde o século XVIII até as primeiras décadas do século XIX, quando se extinguiu com o surgimento do produto sintético. A Espanha chegou a ser a principal fonte européia de barrilha. A soda que vinha do Alicante, no sul do país, era considerada a melhor, e continha até 25% de carbonato de sódio (só para comparar, o teor no produto sintético moderno é superior a 99%).

A produção era voltada para exportação, principalmente para as fábricas de vidro e sabão da Inglaterra e França. A exportação de barrilha da região do Alicante no final do século XVIII chegava a aproximadamente 3.800 toneladas anuais.

Florestas em cinzas

O potássio é um elemento essencial para o crescimento saudável das plantas. Quando estas são queimadas, os sais de potássio em seus tecidos se convertem em carbonato de potássio, o qual, junto com outros elementos absorvidos pelo vegetal, forma as cinzas.


Com a carência de álcali, as regiões européias com florestas abundantes começaram a produzir o chamado “álcali vegetal” em escala industrial.

As florestas da Escandinávia, as estepes russas e as matas dos Vosges na França foram exploradas para produzir cinzas.

As florestas do Canadá e da Nova Inglaterra na América (EUA) também contribuíram com suas cinzas, pois nessa época começavam a ser derrubadas para abrir espaço para agricultura e pastagens.

As florestas da Nova Inglaterra na América foram muito atingidas, pois esse era um produto altamente exportável para a Europa.

Para se produzir UMA tonelada de Potassa são necessárias 500 TONELADAS de madeira, o que equivale a milhares de m2 de áreas plantadas, que eram virgens.

Dados informam que a partir de 1790 os EUA exportaram, por 14 anos, mais de 80.000 toneladas de potassa.

O processo de produção era simples.


Consistia em queimar as madeiras ou arbustos secos em buracos no chão, até que se formasse uma quantidade suficiente de cinzas. O carbonato de potássio era extraído das cinzas por mistura com água quente em tonéis com fundo falso furado coberto de palha.
A solução coada contendo o álcali era evaporada em potes de ferro, formando uma massa marrom, que então era aquecida fortemente em fornos para eliminação dos resíduos de carvão.

O produto assim obtido era chamado de potassa (vem do inglês pot ash, cinza de potes) ou perlassa (de pearl ash, cinza perolada, pelo seu aspecto e cor). O produto continha cerca de 70% de carbonato de potássio. Em média, conseguia-se cerca de 10 kg de álcali bruto de cada 100 kg de cinzas.

Esse produto podia ser usado na indústria de vidros, cerâmica e de sabão.

A produção de potassa por esse meio funcionou por quase cem anos, abastecendo as indústrias européias. Só a Inglaterra em 1760 importava vários milhares de toneladas. A atividade entrou em decadência a partir de 1860, quando as minas de potassa na Alemanha começaram a funcionar.

COMO OS PAÍSES GANHARAM COM AS FLORESTAS E O PLANETA PERDEU...


Essa atividade foi muito importante para a economia dos Estados Unidos em seus primeiros anos de independência, tanto é que uma das primeiras patentes norte-americanas, concedida em 1790, era sobre produção de potassa. Nos quatorze anos de vigência dessa patente, estima-se que foram exportadas mais de 81 mil toneladas de potassa valendo de US$ 220 a US$ 330 por tonelada (a tonelada do carvão mineral valia cerca de US$ 9).

É evidente que essa atividade estava longe de ser sustentável, para usar uma palavra moderna. Algumas fontes relatam que, para se ter uma tonelada de potassa, era necessário queimar 1,3 a 2,2 hectares (13 mil a 22 mil m2) de floresta.

Um outro dado informa que eram necessárias 400 a 500 toneladas de madeira para uma tonelada de potassa. Embora esses sejam valores médios e dependam de fatores como espécie da árvore e de outras condições, dá para se ter idéia do impacto que essa atividade teve nas florestas e matas americanas e européias, nos seus quase cem anos de duração.

Já em 1799, Hipólito José da Costa Pereira, editor do mensário Correio Braziliense (1808-1822), fala dessa prática nos Estados Unidos: “a vasta quantidade de matos que tem queimado para fazer potassa e perlassa é tal, que primeiramente tem diminuído considerável quantidade de úteis madeiras, e depois tem feito secar rios”.

Thursday, September 07, 2006

Queima de algas marinhas

As algas marinhas dos gêneros Laminaria e Fucus, que ocorrem em abundância nas costas da Bretanha, Normandia, Irlanda e ilhas do Mar do Norte, foram uma fonte menor de álcali. Essas algas, conhecidas como varech na França e kelp na Grã-Bretanha, eram trazidas para as praias pelas marés e recolhidas pelos habitantes.

As algas, previamente secadas ao sol, eram queimadas de maneira muito semelhante à da barrilha, obtendo-se uma cinza contendo sais de potássio e de sódio, mas pobre em álcalis. Sua composição em sais era extremamente variável, oscilando em geral entre 1% a 5%. Contudo, numa época com grande demanda de sais de potássio, esse material encontrava bom mercado, principalmente na indústria inglesa de vidros e cerâmica. Conseguia-se uma tonelada de cinza queimando-se cerca de 20 toneladas de alga úmida.
Havia também os problemas ambientais. A queima das algas gerava uma fumaça mal cheirosa que incomodava os moradores e os animais de criação. Dizia-se que o mau cheiro era tal que espantava os peixes!

Na França, em 1870, cerca de 3 mil pessoas dependiam dessa atividade econômica.
As ilhas Órcades, no Mar do Norte, chegaram a produzir cerca de 3 mil toneladas de álcali por ano entre 1780 e 1830.

A possibilidade das florestas aliviadas...

A possibilidade das florestas aliviadas...

Em 1736 o francês H. L. Duhamel du Monceau (1700-1782) descobre a diferença entre a potassa das cinzas da madeira e a soda das cinzas das barrilheiras. Até então as duas eram chamadas indistintamente de álcali. Ele mostrou que a base (ou seja, o elemento) contida em cada um dos produtos era diferente, e o mais importante, que a base da soda (carbonato de sódio) era a mesma que a do sal marinho (cloreto de sódio). Essa descoberta mostrou que a soda poderia ser obtida a partir de sal, o que foi confirmado comercialmente em 1794, pela invenção do processo Leblanc de produção de soda sintética.

Esse processo baliza o nascimento da indústria química moderna, mas isso é outra história... E o inicio de uma possibilidade de preservar-se a fauna e a flora.

Os resultados imediatos da entrada do “álcali sintético”, no começo do séc. XIX foram o fim da produção de soda das barrilheiras e uma significativa redução da produção de potassa das cinzas, substituída em parte pela soda sintética.

Isso trouxe um certo alivio para o planeta e... para felicidade das florestas, como diria certo imperador.

Referencias

Referências

1. HEILBRON, I. (ed). Thorpe’s Dictionary of Applied Chemistry. V.10: Plagioclase – Sodium. 4 ed. Londres: Longmans, Green & Co, 1950. p 134–143, 815.

2. PAYEN, A. Précis de Chimie Industrielle. V.1. 6 ed. Paris: Hachette, 1877. p 390-408, 442- 444, 495-518. Disponível em gallica.bnf.fr. Acesso em 14 abril de 2003.

3. HUNT, R. (ed). Ure’s Dictionary of Arts, Manufactures and Mines. V.1., 6 ed. Londres: Longmans, Green & Co, 1867. p. 68-69, 236-237, 276-277, 449-451, 777-778. Disponível em gallica.bnf.fr. Acesso em 14 abril de 2003.

4. BARRESWIL, GIRARD, A. Dictionnaire de Chimie Industrielle. V.1. Paris: Dezobry, Magdeleine, 1861. p. 209-212, 244-252, 259, 441-455. Disponível em gallica.bnf.fr. Acesso em 14 abril de 2003.

5. SINGER, C, HOLMYARD, E. J, HALL, A. R, WILLIAMS, T. I (eds). A History of Technology. V.3. Oxford: Clarendon, 1958. p. 231-239.

6. FIGUIER, L. Les Merveilles de L’industrie. Industries Chimiques. Paris: Jouvet, 1870. p. 467-473. Disponível em gallica.bnf.fr. Acesso em 14 abril de 2003.

7. WURTZ, A. Dictionnaire de Chimie Pure et Apliquée. V.4: P-S. Paris, Hachette, 1876. p. 1129-1131.

8. LIENHARD, John H. Engines of our ingenuity No. 565: A Potash Patent. Disponível em www.uh.edu/engines/epi565.htm. Acesso em 15 abril de 2003.

9. POTASH, Powder & Patents, Parte 3. Disponível em www.expage.com/guardsman86. Acesso em 21 abril de 2003.

10. PAYNTER, H. M. The First Patent. Disponível em www.hankpaynter.com/The%20First%20Patent.html. Acesso em 21 abril de 2003.

11. WILBURN, D, GOONAN, T, e BLEIWAS, D. "Technological advancement - A factor in increasing resource use by technology. Appendix 4.Potash Case study".
U.S. Geological Survey Open-File Report 01-197, Version 1.02. 2001. Disponível em http://pubs.usgs.gov/of/of01-97/html/app4.htm. Acesso 1 maio de 2003.

12. PÉREZ, Joaquín Fernández. "La elaboracion de la sosa en españa: de la barrilla a la fábrica Solvay de Torrelavega". Revista Española de Historia de las Ciencias de la Naturaleza y de la Tecnología, v.4, 1.1998. Disponivel em www.ucm.es/info/antilia/revista/vol4-sp/ant4-1-sp.htm. Acesso 1 maio de 2003.

13. www.geocities.com/RainForest/3893/0561. Acesso 28 abril de 2003.

14. MELO, José Marques de. "Hipólito da Costa, Repórter Precoce", in INTERCOM – XXIV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação Campo Grande, MS. Disponível em www.intercom.org.br/papers/xxiv-ci/np02/NP2MELO.pdf. Acesso em 1 maio de 2003.